sábado, 27 de novembro de 2010

Random.

Não sei explicar, sempre tive um gosto estranho pelo inacabado, pelo imperfeito, o desajeitado. Vejo uma certa beleza no que foge naturalmente dos padrões, no que causa uma reação.

Sempre fui meio desregrada e teimosa, mas nunca neguei um sorriso a ninguem, e acho que nem saberia como fazer isso. Também tenho um senso de liberdade que muitas vezes me trai: não gosto que me obriguem a seguir as regras, não mudo só pra gostarem de mim, mas vira e mexe, me pego querendo pertencer a algum lugar. Veja bem, não é que eu não goste de permanecer, eu apenas gosto da consciencia de que não preciso ficar.

Sabe, eu sempre fui meio do contra; quando criança, escolhia o peixinho estranho da loja de animais, a barbie que ninguem queria, o passeio maluco que ninguem gostava. Estava sempre na direção oposta, mas nunca achei que isso fosse uma coisa incomum. No fim das contas, acho que eu só estava tentando fazer com que o mundo fosse mais aberto a novas visões. Ou talvez, porque eu sempre queira que tudo e todos tenham um final feliz, mesmo que ele seja um aquario na minha casa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Don't worry about a thing.





"Talvez não seja nessa vida ainda
Mas você ainda vai ser a minha vida
Sem ter mais mentiras pra me ver
Sem amor antigo pra esquecer
Sem os teus amigos pra esconder
Pode crer, que tudo vai dar certo"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aleatórias de verão.



Como o verão está chegando, e é minha época preferida do ano, vou postar por aqui algumas musicas que embalam meus dias de praia, ok? Pra começar fica essa do Planta que já embala uns quatro verões meus, espero que gostem :]

sábado, 6 de novembro de 2010

Caramba, que surpresa da genética!


Na semana passada, ocorreu um incidente na escola. Acontece que, logo na segunda de manhã tive uma crise alérgica séria e precisei ser mandada de volta pra casa. Ligaram então para casa do meu pai, visto que a minha mãe estava no trabalho, só pra avisar que eu ia pra casa mesmo. Deixaram o recado com a minha madrasta e eu fui liberada.

Um pouco depois de chegar, meu telefone toca. Uma adoravel ligação da minha mãe me informando que meu pai ligou pra reclamar. Fez uma lista enorme de queixas do tipo " essa menina só dá trabalho, não come, é muito magra, é horrorooooosa com esse cabelo de garnizé! Sem contar que é uma rebelde, só faz o que quer, não escuta ninguem, não aceita nenhuma ordem! Não sei a queme ssa menina puxou, não sei onde eu errei! Não OBEDECE NINGUEM, ABSOLUTAMENTE NINGUEM! Dá um jeito nessa sua filha, que ela não pode ser assim desregrada não". Bem, pelo que eu entendi a queixa era, a principio, por eu nao ter tomado o remedio da alergia naquela manhã e acabou evoluindo pra isso aí. Fiquei meio chateada, obvio, mas deixei pra lá.

O fim de semana chegou e eu fui pra casa dele. Estavamos eu e a minha irmã conversando na mesa da cozinha, quando de repente explode uma discussão esdruxula entre meu pai e madrasta. Qualquer coisa sobre ela ter pedido a ele pra consertar uma tomada no feriado e ele nao querer. E voces nao sabem o tamanho da minha surpresa ao ouvir meu pai dizer "ok, eu vou consertar se eu quiser, porque eu só faço o que eu quero, você não me manda não, ouviu? Eu não obedeço ordens, só faço se me der vontade! EU NAO SIGO REGRAS".

Parei um momento, olhei pra minha irmã e só consegui rir. Ela riu tambem.
É, pai, acho que voce já sabe de quem eu herdei o talento pra não obedecer :X

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

porque sal é fundamental.


Você ama o meu jeito largado de ser, adora meus olhos sempre pintados de preto e vez ou outra confessa uma queda pelo meu cabelo cor de chiclete. Treme na base quando eu não fujo das suas indiretas e se diverte com as girias do meu vocabulário. Acha incrivel como eu sei conversar horas a fio sobre as bandas que você gosta, quando te venço no video game, e falo dos livros que você leu. Fica extasiado quando eu não me troco por qualquer coisa, quando não mudo minha postura pra agradar ninguem e quando não tenho vergonha de assumir que eu sou mesmo assim, meio cara-de-pau, meio que distribui sorrisos. Diz que eu sou linda assim, muito mais que todas as suas amigas, mas eu suspeito. Adora meus papos de arte, meus sonhos de cair no mundo e adora me iludir que vai comigo, mas no fundo eu sei. Eu posso ser mesmo tudo isso aos seus olhos, mas no fim, na hora de andar lado a lado, de dar as mãos e apresentar nos almoços de familia são elas que você prefere. Elas, as que não tem nada do que voce tanto admira em mim. As que não sabem quem é Jimi Hendrix, Janis Joplin ou Eric Clapton, as que nunca viram uma tesoura de cabelo na vida, as que tem medo quando voce liga de madrugada e que só sonham em ter uma familia. As que você sempre diz que não possuem charme algum perto de mim. Eu sei, no fundo eu sempre soube. Mas quer saber? Talvez, eu que devesse ter vergonha de você. Porque um homem que esconde o que realmente quer, não é outra coisa que não motivo de vergonha. E no fim, talvez elas é que mereçam estar ao seu lado, alguem tão sem sal quanto. Antes sozinha do que amarrada a algum traste que não sabe o que quer.